MUSEU DO FUTURO
O futuro é coisa do passado

"Um inventor no meio do nada"

Sou D'Páscoa. Inventor desde 10 anos de idade

Nasci na belíssima cidade de Quixeramobim situada no sertão central cearense, em dezembro de 1969 vivi até meus 6 anos de idade na Fazenda Perdição (conhecida também como Pedreiras) próximo a sede do município. Antes de completar 7 anos de idade meu pai comprara uma casa na cidade de Quixeramobim e nos mudamos para lá. Foi o primeiro contato com a modernidade, e particularmente fiquei fascinado, pela primeira vez vi uma lâmpada elétrica, e saber que era só aperta um botão e a luz acendia, e a água saia da parede através de uma torneira, as paredes rebocadas e o piso de cimento tudo isso era uma novidade para mim.

Comecei estudar no ano seguinte no jardim 1 apesar de minha idade avançada para aquela serie. Aos 10 anos já estava na 3ª serie. Na ocasião  ouvindo a professora falar dos grandes inventores como Nikola Tesla, Tomas Edson, Benjamin Franklin, Alexandre Graham Bell, Alfred Nobel, e o compatriota Alberto Santos Dumont.

Então foi nesse período que eu decidi ser inventor, me lembro bem que já nessa época eu não queria ser apenas um inventor comum, mais um sem expressão. Mas um inventor de renome internacional e para isso eu precisava de um invento que todo mundo fosse obrigado utilizar ou adquirir.
A motivação inicial
 
Qual inventor não gostaria de ser citado nos livros de historia por suas criações geniais, ganhar bastante dinheiro, fama, sucesso, confesso que foi por estes motivos que eu dediquei a minha vida inteira buscando reconhecimento como inventor. Apesar que essas motivações já não são minhas prioridades.
 
Um certo dia assistindo o jornal nacional (Rede globo) vi uma matéria a mais 30 anos atrás, que dizia daqui a 25 anos iria falta energia elétrica no nordeste, inspirado nessa matéria decidir que teria que fazer um motor que funcionasse sem combustível, para gerar energia de graça, o moto continuo. Na época resolvi trabalhar com duas forças que poderia gerar energia a custo zero a gravidade e o imã, depois de mais de vinte anos tentando e de muitas tentativas frustradas eu resolvi trabalhar também com moto continuo movido a água, apesar de achar que era muito difícil elevar o nível da água, condição necessária para obter êxito, pois a água tem muitas nuances, como a pressão, a tenção superficial, e sobretudo que a força da gravidade que não ajuda.
 
Meu material de pesquisa vinha do lixo
 
 
Eram tempos difíceis eu não tinha dinheiro, e também não tinha trabalho, e para desenvolver meus experimentos de inventor tive que ir muitas vezes no aterro sanitário de minha cidade, que ficava no mesmo terreno do matadouro municipal, o local de abate de animais de Quixeramobim. É claro que eu ia escondido de minha mãe e de meus parentes e amigos, pois me causava um certo constrangimento. Procurava no lixo brinquedos quebrados, livros, ou qualquer outra coisa pudessem ser aproveitados em meus inventos, eu até acho que o lixo foi minha segunda escola. pois muito dos livros encontrados lá foram de grande valia para minha pesquisa, li sobre todos os assuntos, do sexo, a teoria da relatividade, princípios de Pascoal, Arquimedes, Bernoulli as leis de Newton. Sempre achando que estes mestres teriam deixado nas entrelinhas alguma coisa que eles não perceberam, que eu pudessem interpretar e conseguir com isso criar o moto continuo.
O rádio foi meu primeiro emprego
 
 
Sempre considerei o Rádio a maior invenção de todos os tempos, se eu pudesse voltar no tempo eu gostaria de ter sido o inventor do radio, contudo eu trabalhei em todos os setores do radio. Aos 17 anos tive a oportunidade estagiar em uma emissora de rádio em Quixeramobim - CE na oportunidade trabalhei até os 19 anos, nesse período fui operador de áudio, técnico de transmissor, discotecário, e programação e cheguei ate concertar receptores de rádio confesso que danifiquei mais do que concertei.
 
Aos 20 anos vim mora em Fortaleza
 
Quando cheguei em fortaleza senti que foi uma decisão acertada pois aqui eu conseguira reunir todas as condições necessária desenvolver minhas invenções. Fui trabalhar na metalúrgica de um parente, onde eu aprendi a soldar, pois a solda tem sido de grande importância para desenvolver meus protótipos.
 
Continua...
 
 
 
Frase:
 
"No jogo da vida a limitação das armas culmina com a derrota, porem o mais importante do que saber perder é não aceitar a derrota." (D'Páscoa)
 
 
 

 
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